Como funciona a burla mais comum

Alguém — muitas vezes sem qualquer ligação real ao imóvel — copia fotografias e descrições de um anúncio genuíno (às vezes do próprio anfitrião, às vezes de outra plataforma) e publica-o em grupos de Facebook, Marketplace ou nos comentários de publicações de férias. Quando um interessado contacta, o burlão apressa a decisão, pede o pagamento do sinal por transferência bancária ou MB Way para uma conta pessoal, e desaparece assim que o dinheiro é enviado.

A Booking.com reporta um aumento de 500 a 900% em burlas de viagem "assistidas por IA" nos últimos 18 meses — fotos, descrições e até conversas cada vez mais convincentes tornam este tipo de burla mais difícil de detectar à vista desarmada.

Sinais de alerta

🚨 A regra de ouro

A PSP e a Airbnb são unânimes neste ponto: nunca deixes que a conversa ou o pagamento saiam da plataforma ou do canal onde o contacto começou. Um anfitrião legítimo não tem motivo para insistir em mudar de canal a meio da negociação.

Como confirmar que o anfitrião é real

A DECO PROteste recomenda um passo simples e gratuito: confirmar o número de RNAL (Registo Nacional de Alojamento Local) indicado no anúncio, directamente no site oficial do Turismo de Portugal.

  1. Pede ao anfitrião o número de RNAL do alojamento
  2. Consulta-o em rnt.turismodeportugal.pt — é uma base de dados pública
  3. Confirma que a morada e o titular batem certo com o que te foi dito

Se reservaste através de um alojamento gerido pelo ALpronto, tens ainda uma verificação adicional: a nossa ferramenta gratuita "Verificar Alojamento" confirma em segundos se o link ou nome que te deram corresponde a um alojamento real registado na nossa rede.

ℹ️ Um alojamento não aparecer na nossa rede não significa que seja burla

Muitos anfitriões genuínos não usam o ALpronto. Mas se não encontrares o alojamento nem confirmares o RNAL, redobra o cuidado antes de pagares.

A tua maior aliada, e provavelmente não sabias que já a tens

Desde 9 de Outubro de 2025, é obrigatório em toda a União Europeia — Portugal incluído — que os bancos ofereçam gratuitamente a Verification of Payee (verificação do beneficiário) em todas as transferências SEPA feitas por particulares. Na prática: quando fazes uma transferência e introduzes o IBAN e o nome de quem vai receber, o teu próprio banco confirma automaticamente se esse nome corresponde ao verdadeiro titular da conta, antes de a transferência ser autorizada.

Isto significa que, se o nome que um "anfitrião" te deu não bater certo com o titular real do IBAN, o teu banco vai avisar-te — no momento exacto em que isso mais importa. É uma protecção que já existe, gratuita, e que a maioria das pessoas ainda não sabe que tem.

✅ O que isto significa na prática

Presta sempre atenção ao aviso de "nome não corresponde" ou "correspondência parcial" que o teu banco te mostrar antes de confirmares uma transferência. Não ignores esse aviso só porque tens pressa em garantir a reserva.

SinalO que fazer
Pedem para sair da plataforma/conversaRecusa — mantém tudo no canal original
Recusam chamada ou videochamadaDesconfia, pede outra prova
RNAL não existe ou não correspondeNão pagues — confirma primeiro
Banco avisa "nome não corresponde"Pára a transferência de imediato
RNAL confirmado + nome do titular bate certoSinais positivos — mas usa sempre o bom senso

Se já foste vítima

Apresenta queixa junto da PSP ou GNR o mais depressa possível, guarda todas as capturas de ecrã da conversa e do comprovativo de pagamento, e contacta imediatamente o teu banco — quanto mais cedo reportares, maior a hipótese de bloquear ou recuperar a transferência.

Anfitriões: como proteger o teu nome e os teus hóspedes

Este problema não afecta só quem procura casa — afecta directamente a reputação de quem arrenda a sério. Um alojamento gerido através do ALpronto já tem, por defeito, três camadas de protecção:

🛡️

Dá aos teus hóspedes uma razão a mais para confiar em ti

O ALpronto ajuda-te a gerir reservas directas com transparência — desde o IBAN com titular até ao teu site oficial único.

Experimentar grátis →

Aviso: Este artigo tem fins informativos e não substitui aconselhamento jurídico ou de segurança profissional. Se suspeitas de ter sido vítima de burla, contacta a PSP, a GNR ou o teu banco directamente.